Meu país!


Publicar um texto é um jeito educado de dizer: me empresta seu peito porque a dor não tá cabendo só no meu.

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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Aquele outro


"O dúbio mascarado — o mentiroso

Afinal, que passou na vida incógnito.

O Rei-lua postiço, o falso atónito —

­Bem no fundo, o cobarde rigoroso.

Em vez de Pajem, bobo presunçoso.

Sua Alma de neve, asco dum vómito ­

Seu ânimo, cantado como indómito,

Um lacaio invertido e pressuroso.

O sem nervos nem Ânsia — o papa-açorda,

(Seu coração talvez movido a corda ... )

Apesar de seus berras ao Ideal.

O raimoso, O corrido, o desleal,

O balofo arrotando Império astral:

O mago sem condão — o Esfinge gorda ..."

MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Depois Daquela Viagem

Oiii leitores, hoje venho postar mais dois capítulos do livro.
Espero que gostem.

Capítulos..........................6 e 7

Segunda- feira aula! As aulas da tarde eram de conversação. A professora uma inglesinha. Conheci um rapaz que era da Arábia Saudita, ele era bem gentil por sinal. Chegava a meu quarto, abria as persianas, pegava os livros e começava a estudar. O abismo... Será que se eu me jogar nele eu morro? Sou tão azarada que sou capaz de nem morrer. Faz quatro anos que ouço, AIDS mata, AIDS mata. E eu aqui, desde os dezoitos anos, quatro anos literalmente esperando. Fui ao doutor, estava com uma tosse. Ele perguntou se eu tinha algum problema de saúde. Eu disse que sim, Tenho AIDS. Ele me pediu para fazer um monte de exames entre ele um exame de CD4. O resultado chegou e o doutor disse que se continuasse abaixando daquele jeito eu teria que começar a tomar remédio. Ele me entregou vários informativos falando sobre a AIDS. Disse também que eu tinha uma doença DST. Fui fazer o tal exame ginecológico, que ele pediu. O final do ano já tinha chegado, o meu boletim saiu, com notas ótimas. Tivemos a festa de encerramento. Quando eu crescer, eu pensava, nunca vou ficar deste jeito.Vou fazer questão de viver viajando para lugares mais diferentes possíveis.

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Beijinhos com gloos!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Mas um capítulo!

Capítulos ...........................4 e 5

Cheguei ao aeroporto e fui direto ao portão de embarque. O dia seguinte amanheceu o avião pousou. Passei pela alfândega. Depois foi só pegar um avião e já estava em San Diego. Chamei um táxi. Ele parou o carro em frente de umas casinhas com cara de escritório. A mulher do balcão nos informou meu dormitório e avisou que eu tinha um teste em meia hora. Chegamos a tempo! Agradeci muito ao motorista. Achei minha sala e fiz o teste. Cheguei no dormitório, tranqüilo e vazio. Liguei pro meu pai, pra avisar que eu havia chegado bem. Minha relação com meu pai não andavam grande coisa. E também liguei para minha mãe. Desliguei o telefone e fiquei ali, olhando pro nada e pensando na tal da EU. Já era tarde e estava tão casada que não conseguia dormir. Hoje tinha encontrado pessoas muito boas. Isso deve ser um bom sinal. E dormi tranqüila.

No dia seguinte, acordei, tomei meu cereal, e fiz um teste oral. Depois fui almoçar na cafeteria. No dia seguinte saiu o resultado do teste e para minha felicidade, tinha conseguido um dos mais altos níveis. Procurei a sala onde seria a minha primeira aula. Ao todo, éramos quinze. O professor chegou e começou a aula. As aulas continuaram num ritmo puxado. Fiz amizade com uma porção de gente todo o dia. Fiz amizades com britânicos, suíços, Ingleses. E acho que não tinha jeito. Nem que fosse pra mais longe, nem que fosse pro Himalaia, continuava sendo assim, eu me sentindo, sempre, um peixe fora d água.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Click! O tempo parou (Depois Daquela Viagem)

Oiiiee meus lindos!

Bom dia! Hoje iniciamos o blog com a continuação de "Depois Daquela Viagem".

Hoje sexta-feira, cheirinhos de final de semana, festas, badalação e muito mulher/homem bonito! Rsrsrsrs


Sabe queridos, amanhã irei ao dentista novamente, essa semana senti muita dor em um dente que está nascendo, liguei pro meu dentista e ele pediu para que eu fosse até seu consultório, vou aproveitar pra comprar algumas coisinhas pra minha viagem e irei postar umas cartas no correio. Esse final de semana não estarei onlline em nenhum site de relacionamento, ao contrário do final de semana passado, eu tenho muito coisa pra fazer nesse, tenho um projeto pra fazer, isso está me dando dor de cabeça. Estou QUASE louca, mas com muita dedicação irá dar tudo certo.

Por enquanto é so!

Confiram o 3º capítulo do livro!


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Capitulo ................................................3

Pegue o avião bem cedo no dia seguinte. A pessoa fica ali sentada quando sai já esta no outro lado do mundo, o homem já inventou grandes coisas. Só que agora eu estava com AIDS e ninguém poderia fazer nada. Cheguei ao aeroporto e encontrei com meu Tia André, estava trabalhando no Memorial Hospital. Fomos para casa e encontrei com minha tia. Ela, irmã da minha mãe, no Brasil era jornalista, agora em Nova York não estava trabalhando, por causa de seus filhos muito pequenos. Sempre fui louca por crianças, mas naquele dia fiquei com medo de tocá-las. Tinha conversado com o Dr. Ginecologista, ele dissera que não tinha risco algum, mas o preconceito das pessoas era tão grande que fiquei mais tranquila depois que falei com meus tios. Eles estavam informados sobre a AIDS. E mesmo assim com mulheres contaminadas continuava a ser a doença dos gays. Fiquei lá por 03 meses, fiz um curso de inglês e a amizade com um grega e passei por vários lugares. Adorava ficar olhando todos os tipos de pessoas. Peguei uma máquina fotográfica, dessas mais antigas, estilo profissional. Meu tio dissera que fotografia era uma coisa mágica. Era como para um instante no tempo. Hoje gosto de ver o álbum, com os instantes que roubei, o tempo em que fiquei em Nova York. Umas das melhores fotos que tirei no Central Park. Então eu chego e click, paro tudo, só chegar e fazer parar tudo. Chegou o dia de repetir os exames, mas, em vez de repetir meus tios me deram outra ideia de consultar outro médico, teria a opinião de mais de uma pessoa. Fomos para o médico, explicamos tudo que tinha acontecido, ele não acreditou que eu estava contaminada, meus exames tinha dado negativos. Ele disse que aquilo tudo podia ser um grande erro e pediu para repetir o teste. Uma luzinha acendeu de novo. O exame ficou pranto só que deu positivo. Coitado do médico nem sabia como me contar. ``Tudo bem``, eu disse. Voltei para casa, fiquei, ali olhando pro nada. Acho que era hora de voltar para o Brasil. Chegando aqui fui logo, ligando pro Leco, eu precisava colocar um ponto final nesta história. Ele foi lá em casa, ficamos conversando. Sempre que ia contar que estava tudo acabado, não conseguia. Entre essas e outras terminava o ano de 1989.

No começo do 1990, como de costume fui passar férias em Corumbá, e em janeiro voltei para fazer vestibular. Em menos de um semana prestei, passei e entrei. Terminei o curso de inglês, e a professora disse que eu levava jeito, e perguntou porque eu não faculdade de tradução. Pois, é, foi isso. Fiz minha matrícula. Um dia, antes que voltasse às aulas. Sai com o Leco, ficamos a tarde juntos, ele me mostro vários lugares e depois fomos para o apartamento dele. Jurei que foi a ultima vez que a gente ficava junto. E foi mesmo. Voltei para o Brasil. O carnaval chegou, quando encontrei com o Leco, a gente saiu, conversava, mas não rolava mais nada. Encontrei com ele numa festa de carnaval, ele estava bêbado e começou a me dizer mais merda. Depois disse pensei que a gente nunca mais ai se falar. Um ano depois ele me liga. E a gente fica conversando. E continua tudo assim. Agora sim, eu continuava a entender o vírus da AIDS. Sabia que eu tinha que fazer alguma coisa, mas não sabia por onde começar. Foi quando lembrei do tal psicanálise e resolvi procurar ajudar profissional. Fui ate a Dra.Sylvia. Ela já sabia que eu tinha AIDS, pelo Dr.Genecologista. A sessão acabou. No segundo dia contei outras coisas. No terceiro outras. Durante muito tempo aquele foi o único lugar em que eu falava de AIDS. Meu pai comprou um livro sobre o assunto, e largou em cima de algum móvel para que eu pudesse ver. Dei um olhada no livro. Era bem técnico. De vez enquanto sai umas matérias no jornal. Eu lia tudo. Minha amiga estava fazendo um cursinho na área de biológicas, ela comentou comigo que assistiria a um curso no fim de semana sobre AIDS e outros temas. No primeiro dia falou sobre a AIDS. No final senti uma enorme desesperança e pena por todos ali.

Março 1990. As férias em Corumbá acabaram e as aulas em São Paulo começaram. Agora minha rotina era, faculdade de manhã, trabalho a tarde e teatro a noite e fins de semana também. O curso não era ruim. Os professores eram bons. Minha vida acadêmica não era nenhuma maravilha. Continuei a estudar teatro. Eu estava gostando muito deste novo curso. Quem me indicou para ele foi a Dra.Sylvia. Eu iria presta um teste numa escola e ela falou com o tal professor. Foram três ano dedicados ao teatro. Estudávamos as tragédia gregas, as obras de Shakespeare, Strindberg e muitos outros. Quando que um dia, já estava com o meu diploma na mão e o documento que me permitiria trabalhar como atriz, fiz minha malas e fui embora, largando tudo pra trás......

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Continua amanhã!


Espero que gostem, beijinhos com gloos!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Um cáctus seco e cheio de espinhos (Depois Daquela Viagem)

Um cáctus seco e cheio de espinhos


Capítulo ..............................2


Apesar de tudo eu estava “livre”outra vez. E naquele ano de 1988, foi um dos melhores de minha vida talvez, porque fosse o ultimo ano na escola sem a fantasia da AIDS. Aquele ano também era de vestibular. Desde pequena queria se atriz. Esta historia começou quando eu era pequena, quando meu pai levava eu e minha irmã ao teatro, sempre achei isso maravilhoso aquelas pessoas fazendo outras felizes. Lá pro meus onze, comecei a encher o saco do meu pai para fazer cursos de teatro, e meu pai sempre dizia “Você ta louca? Isso lá é profissão pra filha minha”. Nem parecia aquele cara que amava me levar ao teatro. Durante um tempo ele não deixou mesmo. Mas depois acabou deixando, fiz uns cursos que não eram lá grandes coisas. Quando chegou o vestibular, lá fui eu fazer mil provas, quase fiquei louca. No final de tudo, só passei em jornalismo na PUC. Como não era aquilo que eu queria, não contei para ninguém, nessas alturas meu objetivo era outro, ir para os Estados Unidos. As vezes me arrependo de não ter feito jornalismo na PUC. Em 1989 fui passar férias na casa da minha. Quando estava lá, fui para uma festa, quando conheci o Leco, fiquei com ele naquele dia, passamos a noite inteira juntos. Fiquei namorando com ele por um tempo, era um negócio mais leve. Era mês de maio e eu estava com quase tudo pronto para a viagem aos EUA, quando resolvi ir ao medico antes. Vivia com uma dorzinha de estômago, nada sério, ele me pediu um exame e disse que voltasse quando estivesse pronto. Fiz o exame, e levei para o medico ele concluiu que eu estava com um problema no estômago. Não precisa dizer mais nada, eu estou com AIDS. Fui a um especialista, disse que eu estava com sapinho no estômago, comum de pacientes com AIDS. O médico disse para eu repetir os exames. Quando voltei lá, tinha dado negativo para a AIDS. O médico me liberou para ir aos EUA......

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Continua amanhã!


Beijinhos com gloos!


Espero que gostem;)

1º Capitulo (Depois Daquela Viagem)

Primeiro Capítulo 1


Um navio, um naufrágio

Tudo começou numa viagem de navio, quando eu tinha 15 anos no natal de 1986, eu estava fazendo uma viagem para a Argentina com a minha família, para passar o natal na casa dos meus avôs. Quando, no navio, conheci um cara, ficamos de papo pra cá, papo pra lá, quando vi já estava apaixonada e quando a viagem acabou trocamos telefone, endereços e decidimos que íamos nos encontrar em São Paulo, onde morávamos. Depois de dois dias, ele me liga para marcamos um encontro, mas só que ele não foi. Quando certo dia ele me liga, deu uma desculpa esfarrapada depois eu liguei para ele e começaram a namorar. Na época eu morava com o meu pai, filha de pais separados, meu pai não aceitava muito bem este namoro. Achava que eu era muito nova para ele, uma menina de quinze anos namorando com um rapaz de 20 anos (isso porque meu pai não sabia que ele tinha ao certo 25 anos). O namoro começou a esquentar, como qualquer outro namoro, e surgiu o assunto, sexo. O namoro já durava 06 meses e ele, achava que já estava na hora dele transar. Eu muito nova, não sabia o que fazer, oras sei tudo sobre sexo, “minha mãe já tinha lido um livro DE ONDE VEM OS BEBÊS para mim quando eu tinha 5 ano e nas aula de ciência já tinha aprendido sobre o espermatozóide, o óvulo, a vagina e o pênis. Rodei tudo no liquidificador, e pronto já sabia tudo sobre o sexo. Os pais dele haviam viajado, quando nós estávamos sozinhos e tivemos a primeira relação sexual. Depois de um certo tempo, ele começou a me bater , por qualquer motivo. Os meus pais não sabiam desta história, ate que um dia a minha avó pegou ele me batendo, contou para os meus pais e para os pais dele. Conclusão: a família dele, não havia tomado nenhuma providência e ele estava solto por aí. Depois disso, ele continuou me perseguindo. Descobri que ele usa drogas, e daí veio a questão AIDS. Além do mais, a AIDS naquela época era muito raro ter em mulheres...


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Amores, hoje irei postar dois capítulos, assim vocês podem conhecer um pouco mais da história e se interessar mais.


Beijinhos com gloos!

Jakiie Andrade