Meu país!


Publicar um texto é um jeito educado de dizer: me empresta seu peito porque a dor não tá cabendo só no meu.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Vida de mulher solteira!

A história:

Quando você está solteira, você deseja um namorado bacanérrimo, inveja todos os casais que vê pela frente, fica com um monte de caras cheirosos, deliciosos e canalhas (na sua opinião), sai pra lá e pra cá com suas amigas malucas que obviamente te divertem e acaba (depois de quatro doses a mais) com um discurso manjado de como está difícil achar alguém legal pra dividir a vida, dividir os medos, o café da manhã, as contas e o tédio de domingo.
E o blábláblá não acaba...
Nós somos poderosas, evoluídas, revolucionárias, os pobres-coitados são sempre culpados. E vamos descer a lenha: tem que ser muito homem pra ficar com uma mulher como você, independente, linda, engraçada, com texto forte, personalidade e corpão.
Mentira minha?
Tire a culpa da sua bolsa, jogue em cima do rapaz, cara paleozóico, que só quer uma figura dócil para afirmar sua masculinidade, fazer bonito na frente dos outros e poder dispensar as outras lindas e interessantes que aparecerem (logicamente, depois de beijar e iludir cada uma) com a frase mais usada no mundo: "sabe o que é? Eu tenho namorada!".
"Hã?", você pergunta incrédula. O canalha tem namorada.
E você chora pelo babaca, diz que os homens são todos iguais, nunca mais vai se apaixonar de novo (mesmo que tenha um Santo Antônio escondido em casa), se embola com namoros virtuais e não entende porque só atrai gente problemática.
Você se reconheceu em alguma palavra até aqui? Sinto dizer, é a vida.
Mas como o mundo dá voltas e um dia é da caça e o outro (oba!!) do caçador, uma certa hora todo esse material maravilhoso que você é se depara com uma pessoa incrível que te faz acreditar que amor não é marketing, nem invenção de Shakespeare.
E você se sente abençoada, agradece aos céus por achar um cara tão sensível e vocês vivem felizes para sempre.
Felizes e apaixonados até constatarem o óbvio: ninguém é perfeito.
Aí meu bem, começa um outro discurso. Nem melhor nem pior, mas diferente.
É reclamação que não acaba, a velha saudade da vida de solteira...


Jakie Andrade

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